Arquivinhos

Blog voltado à disseminação da produção intelectual do PROF. DR. SÍLVIO MEDEIROS, sobretudo no que se refere às seguintes áreas do saber: Filosofia, Poética, História, Literatura e Crítica Literária. Inclue-se, também, a poética de FERNANDO MEDEIROS.

16/10/07

COMPASSO

AFRESCO CAPELA SISTINA

por Michelangelo

ESMOLA À ALVORADA

Esmola à alvorada,
o caminho é íngreme,
a luta constante
e o salto ornamental:
lá se foi o vento oriental.
Ficaram pedras de areia
na confluência do nada.
Esmola à alvorada
é só o que se pode dar
diante de tanto desamor.
Viola ao redentor.
Buscar um pingo de lágrima,
quando se aumenta a dor.
Esmola à alvorada,
caminho passo a passo
num mundo em ebulição.
A revolução das cores
dos meus olhos
defronta-se com sinistros sonhos
que revelam perdição.
Larga é a porta da perdição.
Esmola à alvorada
para num lapso de espreita
encontrar de novo a porta estreita.
Esmola à alvorada,
meu corpo tornou-se…

FERNANDO MEDEIROS
Campinas, é primavera de 2007.

FERNANDO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 16/10/2007
Código do texto: T696574

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor Fernando Medeiros e o link para o site www.recantodasletras.com.br/autores/fernandomedeiros). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

criado por cas24038137    13:29 — Arquivado em: Poética de Fernando Medeiros

12/10/07

NUANÇAS MULTICORES

PAINTING 1934

por Paul Klee

NUANÇAS MULTICORES

Nuanças multicores
que tais e mais flores
que simbolizam jardins
encantados de ardores.
Nuanças invernais
que representam o frio de todos.
Os continentes
como o calor de todos os trópicos.
Mudanças de telescópio
a representar andanças
de cosmonautas.
Nuanças de arco íris
reverdecendo selvas que
se transformarão em grandes
gerânios.
Gerúndio vitória régia …
Gerúndio – verso
em meio a nuanças de
meus amores.
Andanças de visionários
a questionar seus salários eternos.
Nuanças dos sem temores,
livres acrobatas,
dos circos inimagináveis dos sonhos.
Nuanças dos mais risonhos,
da vida em conjunção com
a arte pintada em flores.
Nuanças de meus amores…

FERNANDO MEDEIROS
Campinas, é primavera de 2007.

FERNANDO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 12/10/2007
Código do texto: T691139

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10/10/07

GALINHA DE CABIDELA

O Jardim das Delícias

por Hieronymous Bosch

Panela sobre o fogão
O fósforo é claro-verão
Hum… galinha de cabidela

Prof. Dr. Sílvio Medeiros
Campinas, é primavera de 2007

criado por cas24038137    11:37 — Arquivado em: Poética de Sílvio Medeiros

9/10/07

CÉU DE PRIMAVERA

A nuvem sob o céu de primavera
O jardim no jogo claro-escuro
O botão de rosa… bloom!

Prof. Dr. Sílvio Medeiros
Campinas, é primavera de 2007.

criado por cas24038137    10:29 — Arquivado em: Poética de Sílvio Medeiros

2/10/07

NASCER JUSTICEIRO

JARDIM DOS POETAS

por Vincent Van Gogh

NASCER JUSTICEIRO

Como a semente santa que germina o ressuscitar,
como uma harmônica que jamais cantará,
como o mais belo sentimento oprimido no coração
é nascer um forte! é nascer um justiceiro!

Nascer eternamente um revoltado prisioneiro,
um decepcionado com o mundo sem benção,
nascer com a vontade imensa de repartir o pão
é nascer justiceiro! é não ter consideração…

Caminho gélido inatingível pervaga o lutador,
e sua justiça amargando o coração humano
que deseja o belo fim do desconhecimento e dor.

Por isso, nascer justiceiro é possuir um sol perdedor,
é ser caluniado, é ter um peito insatisfeito e insano.
Por isso, nascer justiceiro é nascer sofredor…

FERNANDO MEDEIROS
Campinas, é primavera de 2007.

FERNANDO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 02/10/2007
Código do texto: T677129

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25/9/07

DIURNO

LA MÉMOIRE
René Magritte

DIURNO

Diurno
Um som
Um aspecto
Um espectro
Cintila no som
Soturno
Como uma réstia
De treva
Uma conversa
Que renasce o amigo
Um espectro
Que ressuscita no abrigo.


FERNANDO MEDEIROS
Campinas, é primavera de 2007.

FERNANDO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 25/09/2007
Código do texto: T667524

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17/9/07

ROMANCE

FRANZ KAFKA

 

"Vivo absolutamente como uma ostra. Meu romance é o rochedo que me prende, e não sei nada do que ocorre no mundo" (Franz KAFKA. Journal, 249)

Prof. Dr. Sílvio Medeiros

Campinas, é setembro de 2007.

criado por cas24038137    15:07 — Arquivado em: Arquivinhos de Re-citações

12/9/07

CAMINHO AO NORTE

GRANDE PINO

Cezzane

CAMINHO AO NORTE

Um caminho ao norte
que talvez nos leve
ao sul da concórdia.
Uma nova alvorada
de dias em floras.
Uma sombra de amor renascido
na alfombra do desejo polido.
Revestir-se de sentido eterno.
E revelar-se no ontem…
Do dia em presságio
de uma aurora em plena primavera.
Um caminho ao norte
que nos leve a leste
de fronteiras insondáveis…
De novas descobertas,
novo sentido além.
A prosperidade de um dia de luta…

FERNANDO MEDEIROS
Campinas, é setembro de 2007.

FERNANDO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 12/09/2007
Código do texto: T649002

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criado por cas24038137    10:05 — Arquivado em: Poética de Fernando Medeiros

10/9/07

IPÊS ROSAS

Ipês-rosas
Enfileirados à beira da estrada
Tráfego prosa

Prof. Dr. Sílvio Medeiros
Campinas, é setembro de 2007.

criado por cas24038137    9:36 — Arquivado em: Sem categoria

9/9/07

LIVROS

Os livros do sebo na praça
Sol a pino
Assina títulos com traças

Prof. Dr. Sílvio Medeiros
Campinas, é setembro de 2007.

criado por cas24038137    15:08 — Arquivado em: Poética de Sílvio Medeiros
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