Arquivinhos

Blog voltado à disseminação da produção intelectual do PROF. DR. SÍLVIO MEDEIROS, sobretudo no que se refere às seguintes áreas do saber: Filosofia, Poética, História, Literatura e Crítica Literária. Inclue-se, também, a poética de FERNANDO MEDEIROS.

12/10/08

QUAISQUER LETRAS

Fonte: bluedollt.spaces.live.com/blog

QUAISQUER LETRAS

Tentei definir
Como, por que e onde
Em um instante me perdi.
Não consegui, não tive
Tempo para entender.
Olhei, sorri e sonhei
Em ter você ao menos
Em pensamento,
Pois não há definição
Para a loucura, muito menos para o amor.

ELAINE BORGHI
Avaré/Jaú/Campinas, é primavera de 2008.

ELAINE BORGHI
Publicado no Recanto das Letras em 12/10/2008
Código do texto: T1224200

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor (Elaine Borghi) e o link para o site www.recantodasletras.com.br/autores/elaineborghi). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

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18/4/07

ALUMBRAMENTO 3

 

SOU EU…

Eu sou o pecado
camuflado de inocência.
Eu sou o amor
revestido de luxúria.
Sou ilusão, injúria.

Sou eu, sim!
Fugindo do mundo-preconceito
da sociedade moralista.
Sim! Inatingível,
soberana,
intangível.

Sou eu, sim!
Rabiscando palavras verdadeiras e
rascunhando rasteiras
serpentes; eu sou a pecadora,
a estrangeira.

Sou eu, sim!
Poeta, carente,
perdida, sofrida.
"Blade-Runner", "Superman"…
Sou eu mesma,
dentro da cúpula do viver.

VINGANÇA

Lá vai o homem olhando a vitrine,
iludido comete o crime.
Quebra-se tão depressa
o vidro do desejo.
Rouba-se a peça
do incontrolável almejo.
Realiza-se, então,
a volúpia assassina.
O crime seria a ira,
da peça que se admiraria.
Foge pra longe
a ânsia desejante,
com a peça aspirante
do sofrimento constante.
Inicia-se o crime
do homem que, iludido, olhava a vitrine.
Inicia-se a vingança
do homem que havia perdido a esperança.


TEMPESTADE DE SONHOS

E nós, o que somos,
além de uma tempestade de sonhos?
E a vida, o que é,
além de um caminho com vários atalhos?
E o amor, o que é,
além de um refúgio de solidão?
E a morte, o que é,
além de um novo começo?
E nós, o que somos,
além de uma tempestade de sonhos?
Somos o que não somos.
Vivemos o que não vivemos.
Amamos o que não amamos.
Morremos e não morremos.
Atalhos, refúgios, re-começos…
O que queremos?
Tudo tem seu preço…
Vida e Morte, Amor e Ódio,
Alegria e Tristeza, sinônimos e antônimos.
Por isso sofremos!
E Deus, o que é,
além de uma história mal contada?
E a terra, o que é,
além de uma bola redonda de natureza quadrada?
E nós, o que somos,
além de uma tempestade de sonhos?

ELAINE MEDEIROS BORGHI
Campinas, é primavera de 2005.

criado por cas24038137    8:36 — Arquivado em: Poética de Elaine Medeiros Borghi

10/4/07

ALUMBRAMENTO 2

Nocturno de Saudade

in Blog da Libelua

 

 

SENTIMENTO

Não deixe que eu viva
com esse ar melancólico
e com essa dor tão compassiva.

MEU AMOR CAIU EM RUÍNA,
PRANTOS QUE VOCÊ ME DESTINA!

Não deixe que eu viva
com essa esperança breve
e com essa saudade esquecida.

MEU AMOR ESTÁ EM COMA,
O VENTO LEVA EMBORA SEU AROMA!

Não deixe que eu viva
com esse desapego
e com essa felicidade despercebida.

MEU AMOR PODE MORRER,
O QUE VOCÊ ME FAZ NINGUÉM PODE FAZER!

Não deixe que eu viva
com essa ilusão
e com essa vontade que me fadiga.

MEU AMOR NÃO AGUENTA TAMANHA CONTENDA!

Não deixe que eu viva
com essa ânsia
e com essa piedade intensiva.

MEU AMOR CONSOME IRONIAS EM SEU NOME!

Não deixe que eu viva
esperando o fim,
quando eu quero recomeçar.
Não deixe que a vida termine, enfim,
com o meu sentimento que é o de LHE AMAR.


…………………………………………………….

ONDE ESTÁ VOCÊ? 

                                                            À memória da vovó Vera

Onde está você?
Sinto saudade da sua alegria,
dos quitutes que só você fazia.
Mulher de fibra,
amante dos animais.
Tristeza jamais!
Onde está você?
Sinto saudade do seu sorriso,
da sua simplicidade em fazer amigos.
Mulher corajosa,
amante da música,
de personalidade única.
Onde está você?
Sinto saudade do amor que você me dava,
das histórias que me contava.
Mulher humilde,
amante das flores,
lutadora,
apesar dos dissabores.
Procuro lhe encontrar todos os dias,
depois que você partiu.
Não lhe encontro… eu sei…
não posso mais lhe ver, lhe abraçar…
Mas a sua luta pela vida e pela felicidade de todos
deixou, pra mim, o caminho
que devo seguir
e a perseverança que devo ter.
Onde está você?
Eu sei… está em tudo e em todos os lugares,
e dentro do meu coração.

(Com o amor e a saudade da neta Elaine Medeiros Borghi)

ELAINE MEDEIROS BORGHI
Campinas, é primavera de 2005

ELAINE BORGHI
Publicado no Recanto das Letras em 18/11/2005
Código do texto: T73089

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8/4/07

SINA

ANSIEDADE

As estrelas são os olhos da noite.
As trevas são as sombras do mal.
Você é um desejo obscuro de um amor anormal.
A chuva molha o seu corpo.
A desconfiança rega o ciúme.
Você é a chama
que não acende o meu lume.
Uma sugestão sem nexo.
Uma transa sem sexo.
Um problema complexo.
Um sofrimento anexo.


SINA

Minha sina é ser só.
Só como o deserto.
Frio como o gelo.
Seco como o pó.
Minha sina é ser só.
Só como a lua.
Discreta como a rua.
Só…
Somente sua.
Minha sina é ser só.
Só…

ELAINE MEDEIROS BORGHI

Campinas, é outono de 2007. 

criado por cas24038137    11:35 — Arquivado em: Poética de Elaine Medeiros Borghi

7/4/07

ALUMBRAMENTO 1

Pintura de Claude Monet

NÃO SABENDO O QUE FAZER

Eu tenho estado sozinha,
sempre me mantendo na linha,
esperando por você.
Você esteve fugindo,
pra mim mentindo,
tentando me esquecer.
Eu tenho pensado
na situação do nosso caso,
e como me enganei em amar você.
Você esteve ocupado,
desprezando-me,
não querendo me ver.
Eu tenho estado sozinha,
não sabendo o que fazer.

CHORANDO

Estou chorando pelas pessoas que nunca vi,
pelos problemas que não sofri,
pelos erros que não cometi.
Estou chorando pela fome que não passei,
pelas lágrimas que não chorei,
pelos cigarros que não fumei.
Estou chorando pelos gritos mudos dos imbecis,
pelas pessoas que morreram por tiros de fuzis.
Irei chorar até tudo acabar.
Irei chorar até o mundo melhorar.

ELAINE MEDEIROS BORGHI
Campinas, é primavera de 2005

 

 

ELAINE BORGHI
Publicado no Recanto das Letras em 17/11/2005
Código do texto: T72990

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