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Blog voltado à disseminação da produção intelectual do PROF. DR. SÍLVIO MEDEIROS, sobretudo no que se refere às seguintes áreas do saber: Filosofia, Poética, História, Literatura e Crítica Literária. Inclue-se, também, a poética de FERNANDO MEDEIROS.

13/7/07

TEARDROP… e orvalho

TEARDROP… e orvalho
(Poética recomendada pelo Prof. Dr. Sílvio Medeiros) 

                        Autoria: ANA VALÉRIA SESSA, 
                                           a NINFA paulistana.

So beautiful and heavy
So funny, so sad
são as juras eternas
abrandando medos
segredos…escancarados ao vento.
Cheers ! um brinde e uma lágrima
às trapaças do tempo!

Luzes na alma
que nunca emergem do abissal.
São como um mar sem sal
Tão sem soul quando não me vejo,
…rondo e rondo
e o perdido desejo já não cabe
nesse som tão redondo: Home.
Sou mesmo de um lugar que desconheço
e tua retina é o espelho que insiste
pois mesmo que por um instante
só ali me reconheço.

Sonhando somas
ao invés de sobras
Sou a palavra que manobra
a morte longe de mim.
Vertigem de me fazer assim:
Beirando meu próprio abismo
olhando bem fundo o escuro de mim,
a lágrima se cristaliza em choque
teima e amanhece em orvalho
…oh, teardrop !

Até quando vou perseguir
virtudes solicitadas
por algo em mim que desconheço
e que me transpassa ?
Sina de um sortilégio paradoxal
que se reproduz num ventre estranho
que é luz etérea e fome animal.

ANA VALÉRIA SESSA
São Paulo, 13 de julho de 2007.

SÍLVIO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 13/07/2007
Código do texto: T564062

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7/4/07

A DANÇA

ENSAIO

de Edgar Degas

Sei que te toco com minhas palavras
mas, por favor:
não deixe que o logos sufoque o phatos,
não teça a teia da retórica.
tão semanticamente num puro impulso
apenas quero dizer-te :
Como um pássaro,
minhas palavras são apenas o começo
da minha dança:
com elas mostro minha plumagem,
… te encanto
para, por fim, (des)cobrir-te
… inteiramente.


ANA VALÉRIA SESSA

Ana Valéria Sessa
Publicado no Recanto das Letras em 12/01/2006
Código do texto: T97980

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13/3/07

SEM EIRA NEM BEIRA


Mulher e entardecer

Sem Eira nem Beira

As palavras, às vezes, me fogem, bem mais do que eu mesma quando viro gato e desapareço, mas enquanto você dorme, eu reviro as latas de lixo de madrugada, para encontrar na minha pobre expressão um cheiro de flor hiper super tropical para que, pela manhã, você possa acordar com ela na sua cabeceira. E´ só que, por vezes, não a encontro…é tanta fuligem, lixo, cola, graxa, óleo diesel, gasolina, pedaço de pau cortante entrando na minha narina. Sina de gato não é brincadeira - pontapé, macumba, pra tudo eu sirvo, até companheiro morto já farejei nas caçambas, e nada de alimento, o que dirá pra alma. Tem dias que só rola plástico e papelão, resina, caco de vidro, mas coração de gato não desiste da própria manha, garboso e vivo como tudo que sabe viver sem esmorecer, ainda que alguns queiram a minha pele pra tamborim, ou fumegando num churrasco, e os faróis dos carros ainda me turvam a visão, só pra aporrinhar minha amplidão, meu faro de caçadora notívaga de - versos - então, perdão, se às vezes a palavra me foge como um rato esperto, entrando no bueiro e no silêncio da noite, já meio triste; contemplo a lua na sarjeta com fome de poesia. O estômago ronca, pedindo um verso que faça valer essa vida bandida e eu, já cansada, lambo minhas patas doídas. Sem eira nem beira, só me resta dormir na soleira da tua porta. Por ali me aninho, junto ao jornal, porque sei que quando você acorda, tua mão macia me pega, ternamente me acaricia e me põe um pires de leite, fresquinho ! Depois, todas as farpas fincadas na minha pele, você as tira, uma a uma, cuidadosamente, e ainda passa metiolate e sopra. No teu carinho sou rara Angorá, siamesa na alma e vai ver, é só por isso que renasço pra mais uma vida, só pra você curar de novo minha ferida; então, pela porta entreaberta, escapo de novo. Tento achar um telhado quentinho pra me deitar, espreguiçar ao sol, mas você bem sabe, eu sempre volto. Até porque, os outros gatos são sempre pardos e com você eu tenho sempre sete vidas, todas elas bem vividas.


Ana Valéria Sessa

criado por cas24038137    17:49 — Arquivado em: Poética de Ana Valéria Sessa

7/3/07

FIGURA DE LINGUAGEM

Prezados escritores, poetas e outros que amam a Poética,

nós, que trabalhamos com a escrita, supostamente, possuímos, com certa frequência, dificuldades atinentes ao aprendizado de "Figura de Linguagem" ou alguns de nós até mesmo desconhecemos tão importantes lições, ou então alguns gostariam de aprimorar os conhecimentos concernentes aos recursos que a linguagem nos oferece para a confecção de uma realidade artística. Nesse caso, tudo é:

FÁCIL E BELO!

Explico:  há excelentes lições sobre o assunto acima referido -pois abordado de forma notável! - coligidas por uma NINFA PAULISTANA - graduada em Letras pela USP! -; trata-se da professora e designer ANA VALÉRIA SESSA. Vale conferir, e tomar notas! 

Para tanto, é FÁCIL: apenas clique no endereço abaixo:

http://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/51340

Ah! e BELO, garanto! Só para se ter uma idéia, vide imagem acima! (tão apaixonado sou pela NINFA Valéria a ponto de criar esta imagem! conhecendo muito pouco ou quase nada de informática)

 

PROF. DR. SÍLVIO MEDEIROS

Campinas, é março de 2007. 

 

 

criado por cas24038137    20:53 — Arquivado em: Poética de Ana Valéria Sessa
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