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Blog voltado à disseminação da produção intelectual do PROF. DR. SÍLVIO MEDEIROS, sobretudo no que se refere às seguintes áreas do saber: Filosofia, Poética, História, Literatura e Crítica Literária. Inclue-se, também, a poética de FERNANDO MEDEIROS.

12/4/07

MEDITAÇÕES BENJAMINIANAS

                                                WALTER BENJAMIN

MEDITAÇÕES BENJAMINIANAS
I

Vivemos uma época privada de futuro. A espera do que virá não é mais esperança, mas angústia. No entanto, há uma palavra mágica: PASSADO.
Vamos despertar as centelhas de esperança que povoam o passado!
Por que esta insuperável barreira entre os mortos e os vivos?
Nossos “ancestrais espirituais” nos colocam questões que não conseguiram solucionar. Eles nos enviam sinais, nos interrogando, na esperança e na expectativa de aprender aquilo que não puderam aprender em seus tempos. Os mortos só sabem o que sabiam no momento da morte e nada mais. Eles se esforçam para penetrar na vida e participar do saber dos homens, na esperança de que os vivos possam, finalmente, promover a REDENÇÃO dos que foram vencidos pela História.
……………………………………………..

II

“Os homens como espécie estão, decerto, há milênios, no fim de sua evolução; mas a humanidade como espécie está no começo.” (Walter Benjamin)
……………………………………………..

III

SOBRE GUERRAS MUNDIAIS:

“Massas humanas, gases, forças elétricas foram lançadas ao campo aberto, correntes de alta freqüência atravessaram a paisagem, novos astros ergueram-se no céu, espaço aéreo e profundezas marítimas ferveram de propulsores, e por toda parte cavaram-se poços sacrificiais na Mãe Terra (…) A técnica traiu a humanidade e transformou o leito de núpcias em um mar de sangue.” (Walter Benjamin)

PROF. DR. SÍLVIO MEDEIROS
Campinas, é inverno de 2006.

SÍLVIO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 16/08/2006
Código do texto: T217747

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7/4/07

MURILO MENDES

                                            Foto do poeta MURILO MENDES

“Em geral não gosto de fazer prognósticos, mas a julgar pelo rumo que vai tomando o mundo, creio que a poesia do futuro terá um caráter místico e também social, coletivo, comunitário. Deverá trazer aos homens uma palavra de esperança, de consolo, e deverá ser educativa no mais alto sentido do termo, celebrando os sofrimentos, as misérias e grandezas do Homem e a perenidade de Deus. (…) A finalidade da literatura não é política, em si; consiste em aumentar, aperfeiçoar e elevar o patrimônio da humanidade. (…) Ora, a poesia é uma coisa muito alta, profundamente ligada ao destino transcendente do homem, é uma chave do conhecimento do universo, como a religião e a ciência, e não pode, portanto, ser relegada à condição de um passatempo frívolo.”
(Murilo MENDES in “República das Letras” de Homero SENNA)

 

Leitura recomendada pelo

PROF. DR. SÍLVIO MEDEIROS.

Campinas, é outono de 2007.

criado por cas24038137    23:03 — Arquivado em: Arquivinhos de Re-citações

15/3/07

RADUAN NASSAR

    

Foto do escritor RADUAN NASSAR

     "O tempo, o tempo, o tempo e suas águas inflamáveis, esse rio largo que não cansa de correr, lento e sinuoso, ele próprio conhecendo seus caminhos, recolhendo e filtrando de vária direção o caldo turvo dos afluentes e o sangue ruivo de outros canais para com eles construir a razão mística da história, sempre tolerante, pobres e confusos instrumentos, com a vaidade dos que reclamam o mérito de dar-lhe o curso, não cabendo contudo competir com ele o leito em que há de fluir, cabendo menos ainda a cada um correr contra a corrente, ai daquele, dizia o pai, que tenta deter com as mãos seu movimento: será consumido por suas águas; ai daquele, aprendiz de feiticeiro, que abre a camisa para um confronto: há de sucumbir em suas chamas, que toda mudança, antes de ousar proferir o nome, não pode ser mais que insinuada; o tempo, o tempo, o tempo e suas mudanças, sempre cioso da obra maior, e, atento ao acabamento, sempre zeloso do concerto menor, presente em cada sítio, em cada palmo, em cada grão, e presente também, com seus instantes, em cada letra desta minha história passional, transformando a noite escura do meu retorno numa manhã cheia de luz, armando desde cedo o cenário para celebrar a minha páscoa, retocando, arteiro e lúdico, a paisagem rústica lá de casa, perfumando nossas campinas ainda úmidas, carregando as cores de nossa flores, traçando com engenho as linhas do seu teorema, atraindo, debaixo de um enorme peneira azul, muitas pombas em revoada, trazendo desde as primeiras horas para a fazenda nossos vizinhos e as famílias inteiras de nossos parentes e amigos lá da vila (…)" [trecho do belo romance "Lavoura Arcaica"] 

Cena do filme LAVOURA ARCAICA

Montagem: Prof. Dr. Sílvio Medeiros - é Marte verão de 2007.

criado por cas24038137    8:59 — Arquivado em: Arquivinhos de Re-citações

12/3/07

FRIEDRICH NIETZSCHE

Foto do filósofo Friedrich Nietzsche

“De tudo o que é escrito, gosto apenas do que se escreve com sangue. Escreve com sangue, e aprenderás que o sangue é pensamento.”

(Assim falava Zaratustra. Friedrich NIETZSCHE. Tradução de Paulo Neves)

criado por cas24038137    12:41 — Arquivado em: Arquivinhos de Re-citações

10/3/07

ARTHUR RIMBAUD

Foto do poeta Arthur RIMBAUD*

 

Trecho de “Uma estação no inferno”. Arthur RIMBAUD

Ó estações, ó castelos!
Que alma é sem defeito?
Ó estações, ó castelos!
Eu fiz o mágico estudo
Da felicidade que ninguém elude.
Saudemo-la, toda vez
Que cante o galo gaulês.
Ah!não terei mais vontade,
Ela se encarregou de minha vida.
Esse feitiço tomou alma e corpo
E dispersou os esforços.
Ó estações, ó castelos!
A hora de sua fuga, infelizmente,
Será a hora do trespasse.
Ó estações, ó castelos!

Trecho de “Bandeiras de Maio”. Arthur RIMBAUD

Aceito que as estações me consumam.
A ti, Natureza, me entrego,
E toda a minha fome e minha sede,
Se te apraz, nutre, sacia.
Nada de nada me ilude;
Rir dos pais é rir do sol,
Mas eu não quero rir de nada;
E livre seja este infortúnio.

 

Em cartas:
(Paris-merda), junho de 1872. [E merda às estações]/ Arthur RIMBAUD.

*Tradução de Paulo Neves

NOTAS

Aos leitores apaixonados por Rimbaud, "… por delicadeza", confiram a bela Crônica da NINFA paulistana Ana Valéria Sessa: um excesso de bom gosto!

O endereço é: http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/115348

Prezados leitores,

no endereço acima, vocês encontrarão RIMBAUD junto à Jim Morrison; Chico Buarque; John Lennon; Capinan e Chacal! Enfim, tudo tramado com extrema delicadeza… em meio à brutalidade, à estupidez, eis uma jovem NINFA a proteger os guerreiros de um Brasil mergulhado em tempos sombrios! Afinal, o quê esperar de um texto tecido por uma eterna NINFA! Vale conferir!! Boa leitura! (Femininas: ‘mirem-se no exemplo de uma NINFA da década de 70!’)

Prof. Dr. Sílvio Medeiros

Campinas, é Marte de 2007.

 

criado por cas24038137    22:50 — Arquivado em: Arquivinhos de Re-citações
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