28/3/09
DESATITUDE
DESATITUDE
Avizinha-se de mim o que quer requer.
Amesquinha-se em nós o premier.
Abocanha-se do bolo
o resto da boca do consolo.
Percebe-se o restante do tolo.
Avizinha-se de nós
a busca ofusca.
Resenha-se para nós
a tosca rosca.
Desenha-se para o horário
a viga da intriga.
Ordena-se para o trabalho
o jogo logro.
Avizinham-se dos estandartes
as cartas lagartas.
Aproximam-se dos salários
as tortas mortas.
Vêem-se em cima dos horários
os gestos infestos;
passa a chusma dos vistos quistos.
Avizinha-se do itinerário
o ranço pança.
Mata-se o ninho
da solda solta.
Consagra-se o caminho
do elástico bombástico
que se solta na pele.
A desatitude se avizinha,
de forma mesquinha, pois
que nos requer: o premier…
FERNANDO MEDEIROS
Campinas, 10 de janeiro de 2007.
FERNANDO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 28/03/2009
Código do texto: T1510379
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