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Pintura de KANDINSKY
DESTINO
Sabe-se lá
Em que lugar
Encontra-se meu desatino.
Se lágrimas foram perdidas
Tantas foram repartidas.
Uma pancada na porta,
Atendo o chamado
E respondo ao mesmo tempo
Que é o destino.
O mesmo eu construí
De modo tão repentino.
Uma porta,
Um chamado na consciência.
Respostas,
Canções que não são de decadência.
Destino, residência que com minhas mãos
Construí.
Mundo e reflexões
Estas histórias eu escrevi.
Correntes e memórias
A tudo conciliou o destino
De modo tão repentino.
Uma passagem por vales ásperos.
Uma linguagem repleta de sábios murmúrios
E uma viagem sangrenta para muitos semelhantes.
Planeta, atrações, reações,
Estas cantigas constelação de violeiro
Mil acordes para meu destino.
Ternura, quente envolvimento
Minhas amigas, hipnotismo pelo olhar quente
E felino.
Mil mulheres para meu destino.
Oceanos, arrebatamentos de ondas
Estas canoas, a alma jovem,
Constelação de menino
Mil embarcações para meu destino.
FERNANDO MEDEIROS
Campinas, é outono de 2008.
FERNANDO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 22/05/2008
Código do texto: T1000754
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Rio das Velhas/ Minas Gerais.
"Das cidades, vilas, recôncavos e sertões do Brasil vão brancos, pardos e pretos, e muitos índios de que os paulistas se servem. A mistura é de toda a condição de pessoas: homens e mulheres; moços e velhos; pobres e ricos; nobres e plebeus; seculares, clérigos e religiosos de diversos institutos, muitos dos quais não têm, no Brasil, convento nem casa."
(Do jesuíta André João Antonil, em 'Cultura e Opulência do Brasil', 1711)
"O Rio das Velhas lambe casas velhas/ casas encardidas..."
(Carlos Drummond de Andrade)
Bibliografia: in "Minas colonial", Efecê Editora S.A [s.d.]
Leitura recomendada
pelo
Prof. Dr. Sílvio Medeiros.
Campinas, é outono de 2008.