18/6/07
PSYCHÉ

Psyché et Eros,
de François Gérard
PSYCHÉ
Às queridas amigas
LUCIA CONSTANTINO e
VICTORIA MAGNA.
Olhos verdes, olhos glaucos
alçam o salto na imortalidade,
e tem início o combate.
Olhos verdes, olhos glaucos,
clorofila, camomila,
o perfume que se aspira,
a beleza que se espraia
em menina borboleta verde-mar… gláucica.
Malmequeres, sempre-vivas,
olhos verdes, novos palcos:
mármore, ouro e deserto,
a morada enamorada,
eis o Palácio do Amor!
Olhos verdes, relva macia, macio leito,
o amoroso Zéfiro e a doçura sem par,
banho perfumado…
Eros zangado, alucinado de amor!
Olhos verdes, olhos glaucos,
em busca da água da juventude.
Em missiva, rosas consagradas a Ísis e
as deusas protetoras:
Ceres, deusa da vegetação,
Ludi Cereales, deusa das messes;
Juno, Iuna Lucina,
a Defensora e a
Grande Deusa Primitiva.
Olhos verdes, olhos glaucos,
em sono profundo.
Eros amoroso, exasperado, trágico…
Olhos verdes, olhos glaucos
repousam em sono mágico.
Prof. Dr. Sílvio Medeiros
Campinas, é outono de 2007.
SÍLVIO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 18/06/2007
Código do texto: T531515
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