23/6/07
FLOR DE LARANJEIRA

Primavera laranja-ligeira
entrelaçada
à flor de laranjeira.
Prof. Dr. Sílvio Medeiros
Campinas, é inverno de 2007.

Primavera laranja-ligeira
entrelaçada
à flor de laranjeira.
Prof. Dr. Sílvio Medeiros
Campinas, é inverno de 2007.

Psyché et Eros,
de François Gérard
PSYCHÉ
Às queridas amigas
LUCIA CONSTANTINO e
VICTORIA MAGNA.
Olhos verdes, olhos glaucos
alçam o salto na imortalidade,
e tem início o combate.
Olhos verdes, olhos glaucos,
clorofila, camomila,
o perfume que se aspira,
a beleza que se espraia
em menina borboleta verde-mar… gláucica.
Malmequeres, sempre-vivas,
olhos verdes, novos palcos:
mármore, ouro e deserto,
a morada enamorada,
eis o Palácio do Amor!
Olhos verdes, relva macia, macio leito,
o amoroso Zéfiro e a doçura sem par,
banho perfumado…
Eros zangado, alucinado de amor!
Olhos verdes, olhos glaucos,
em busca da água da juventude.
Em missiva, rosas consagradas a Ísis e
as deusas protetoras:
Ceres, deusa da vegetação,
Ludi Cereales, deusa das messes;
Juno, Iuna Lucina,
a Defensora e a
Grande Deusa Primitiva.
Olhos verdes, olhos glaucos,
em sono profundo.
Eros amoroso, exasperado, trágico…
Olhos verdes, olhos glaucos
repousam em sono mágico.
Prof. Dr. Sílvio Medeiros
Campinas, é outono de 2007.
SÍLVIO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 18/06/2007
Código do texto: T531515
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor (Prof. Dr. Sílvio Medeiros) e o link para o site www.recantodasletras.com.br/autores/silviomedeiros). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

DEVASTAÇÃO
Para a minha tia Wilma,
com um abraço do
sobrinho Fernando.
O mundo é vasto,
nem tudo é nefasto.
Os meus primos sofredores
sabem sofrer por condição
assim como meus irmãos,
trabalhadores o são
na febre do mundo
em forma de chão.
Devastação de nossas mentes,
não de nossos corações.
Assim foram nossos pais
em meio a tamanha aflição,
minha tia que deu nome
ao poema
com toda e certa razão.
Assim é o mundo que se visualiza,
assim como dizem
minhas primas, grandes poetisas,
nossa vida, não!
O mundo e a natureza
à beira de uma grande devastação.
O espírito faz sombra
com seu embrião,
tudo à beira de uma
devastação.
Assim disse minha
tia sofredora,
com toda e certa razão.
FERNANDO MEDEIROS
Campinas, é outono de 2007.
FERNANDO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 07/06/2007
Código do texto: T517254
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor Fernando Medeiros e o link para o site www.recantodasletras.com.br/autores/fernandomedeiros). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

PEDIDO
Olhe para mim um só instante,
que meu peito agonizante
precisa renascer.
Olhe com carinho meu semblante,
que tão cedo amanhã
eu tenho que sofrer.
Dê um abrigo para minha oração,
que meu peito sem coração
precisa florescer.
Dê um sonoro beijo em meu violão,
que tão cedo amanhã
eu tenho que morrer.
Vamos… aperte com carinho os meus abraços,
dê consolo a todos os meus fracassos,
meu dia não pode flavescer.
Espalhe um vibrante calor nos meus braços,
para que tão cedo amanhã
eu possa aprender a viver.
FERNANDO MEDEIROS
Campinas, é outono de 2007.
FERNANDO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 01/06/2007
Código do texto: T509496
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor Fernando Medeiros e o link para o site www.recantodasletras.com.br/autores/fernandomedeiros). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.