2/5/07
LÁGRIMAS DE ADÃO

Thus did he speak. “I see around me here
(Então ele falou. “Vejo em torno de mim aqui)
Things which you cannot see: we die, my Friend,
(Coisas que você não pode ver: morremos Amigo)
Nor we alone, but that which each man loved
(Não nós sozinhos, mas o que cada homem amou)
And prized in his peculiar nook of earth
(E prezou em seu canto peculiar da terra)
Dies with him, or is changed; and very soon
(Morre com ele, ou é modificado; e logo)
Even of the good is no memorial left.
(Mesmo do bom não fica lembrança.)
By WORDSWORTH
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Leitura recomendada
pelo
Prof. Dr. Sílvio Medeiros
Campinas, é outono de 2007.
criado por cas24038137
16:18 — Arquivado em: 

Comentário por Ana Valéria Sessa — 5 de maio de 2007 @ 12:38
É mesmo muito lindo, Sílvio ! triste e lindo ! …esbarra naquele velho sentimento tão poetado em todos os tempos, que é a efemeridade de tudo e se estamos com o velho saturnão sob nossas cabeças, ele bate ainda mais pesado. Me safo desse saturnão me ocupando e sonhando com o presente, como agora quando te escrevo, e lembro desse sentimento, que na minha memória, é magistralmente transcrito no final do filme: Blade Runner…já vi quatro vezes, e em todas as vezes choro muito, Aquele monólogo do Rutger Hauer é mesmo de doer o coração: Encima daquele prédio, chovendo muito, com a pomba branca que ele segura perto do peito, antes de morrer: ali o replicante se torna mesmo humano. Essas são as palavras “”Toda uma experiência de viver com medo, isso é o que significa ser escravo. Eu tenho visto coisas que vocês jamais acreditariam. Atacar naves em chamas no céu de Órion, raios brilharem na escuridão…todos esses instantes se perderam no tempo como lágrimas na chuva - É hora de morrer ! ” Time do die - lembra ? que beleza, meu amado Sílvio !!! e então uma única lágrima corre em seu rosto, ele morre e a pomba branca, voa na chuva, nossa aquilo é de arrepiar ! a progressiva desumanização do ser humano, ordenando aos replicantes verdadeiras crueldades…o personagem replicante, naquela hora sabe exatamente porque não quer morrer e porque não se pode matar. Porque cada vida é algo único, um tesouro de valor incalculável. Porque um homem morto leva consigo toda a beleza de uma vida e suas recordações ! Aquele filme levanta questões incríveis, é profético ! um dia ainda escrevo sobre ele !
beijos,
Valéria
Comentário por Ana Valéria Sessa — 5 de maio de 2007 @ 16:48
ERRATA! seria um crime transcrever errado tais palavras: “E TODOS ESSES MOMENTOS SE “PERDERÃO” COMO LÁGRIMAS NA CHUVA, TIME TO DIE” Agora sim, tá certo.