Arquivinhos

Blog voltado à disseminação da produção intelectual do PROF. DR. SÍLVIO MEDEIROS, sobretudo no que se refere às seguintes áreas do saber: Filosofia, Poética, História, Literatura e Crítica Literária. Inclue-se, também, a poética de FERNANDO MEDEIROS.

21/5/07

RAMERRÃO

PINTURA,

de Ricardo Carneiro

RAMERRÃO

Rompe a manhã de segunda-feira.
Todos a postos, em tempo, pelas fileiras:
ao trabalho, à escola, à pacata vida…
em busca do necessário,
desacatam desatando os frágeis fios do tempo,
muitos atrás do salário,
outros sem eira nem beira
feito folhas na ribeira.
Segunda-feira e contratempo
tão distantes da sexta-feira.
Terça (versos): _ Cuidado! Não se perca.
Quarta (uma nova quadra): _ Aqui, a nova Comarca.
Quinta vou à feira.
Sábado e bardos noturnos,
festas domingueiras.
Ramerrão,
um na contra-mão!
Irrompe a manhã de segunda-feira…

Prof. Dr. Sílvio Medeiros
Campinas, é outono de 2007.

SÍLVIO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 21/05/2007
Código do texto: T495514

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor (Prof. Dr. Sílvio Medeiros) e o link para o site www.recantodasletras.com.br/autores/silviomedeiros). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

criado por cas24038137    16:10 — Arquivado em: Poética de Sílvio Medeiros

8/5/07

TICOTICO CANCAN

 

COSTUME ALÉM LÍRICO

Cântico novo que encerra
esplanada.
Vôo contíguo que vai
e se aproxima.
Paira, sempre, sob o verso,
uma rima rebrilhando acrílico…
Costume do falar que se convém…
Não… além lírico:
tico, tico… can, can…
Cântico folha em borbulhar nova,
respingo da glória antepassada.
E vai-se que existe
catarse por sobre o triste
novo… Ligação sublime.
Costume então resumido,
jamais presumido.
Ais do preâmbulo,
sonâmbulo espero, lírico sobrevivente
suavizando no que é mais
do que se convém.
Por sobre o erro, a
esperança, em forma acrílico, está lá Belém,
rebrilha a possibilidade de acerto.
Costume que se canta já é lírico,
sangue inspirado esquece a intriga
do falso quarteto
sob o gueto ressurreto… além
que concede, além lírico,
sede real a nossa confluência.

PALESTRA

Sempre busco uma palavra
escrita.
Sempre busco na lavra
a verdura predileta.
Sempre tosco me parece o meu presente.
Sempre morno me parece o meu instante.
E o sorriso não é, assim, irradiante.
Sempre busco em meu casebre
a flor que esteja leve.
Porém, o sorriso não é,
tão assim, confiante.
Na cama de pedra deitei a insônia,
até quero me afogar na Amazônia.
Porém, busco uma palavra… escrita:
corre desesperada a fita e,
em desespero, busco: a palavra!!
Então, sempre farto de ofensas,
guardo minhas súplicas nas despensas.
E o que parecia tão brilhante
não foi, assim, tão brilhante.
Porém, busco nesta seara,
dentre os arvoredos,
a fruta que saiba, a mais forte, a de raiz-forte!
Porém, busco nesta luz acanhada
o deslumbramento e a palavra encantada.
Sempre busco a palavra certa,
a palavra peregrina,
e a paisagem não está deserta…
Sempre busco a vitória régia,
em ninguém deve existir a inveja.
Sempre busco um som na orquestra
e a poesia numa palestra.
Sempre busco esta linha destra,
sempre busco da poesia o filtro,
a poesia em forma de palestra.

FERNANDO MEDEIROS
Campinas, verão de 2006

FERNANDO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 05/01/2006
Código do texto: T94646

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor Fernando Medeiros e o link para o site www.recantodasletras.com.br/autores/fernandomedeiros). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

criado por cas24038137    16:46 — Arquivado em: Sem categoria

2/5/07

LÁGRIMAS DE ADÃO

Thus did he speak. “I see around me here
(Então ele falou. “Vejo em torno de mim aqui)
Things which you cannot see: we die, my Friend,
(Coisas que você não pode ver: morremos Amigo)
Nor we alone, but that which each man loved
(Não nós sozinhos, mas o que cada homem amou)
And prized in his peculiar nook of earth
(E prezou em seu canto peculiar da terra)
Dies with him, or is changed; and very soon
(Morre com ele, ou é modificado; e logo)
Even of the good is no memorial left.
(Mesmo do bom não fica lembrança.)

By WORDSWORTH

………………………………………………

Leitura recomendada
pelo
Prof. Dr. Sílvio Medeiros
Campinas, é outono de 2007.

criado por cas24038137    16:18 — Arquivado em: Arquivinhos de Re-citações
Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://arke.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.