Arquivinhos

Blog voltado à disseminação da produção intelectual do PROF. DR. SÍLVIO MEDEIROS, sobretudo no que se refere às seguintes áreas do saber: Filosofia, Poética, História, Literatura e Crítica Literária. Inclue-se, também, a poética de FERNANDO MEDEIROS.

10/4/07

ALUMBRAMENTO 2

Nocturno de Saudade

in Blog da Libelua

 

 

SENTIMENTO

Não deixe que eu viva
com esse ar melancólico
e com essa dor tão compassiva.

MEU AMOR CAIU EM RUÍNA,
PRANTOS QUE VOCÊ ME DESTINA!

Não deixe que eu viva
com essa esperança breve
e com essa saudade esquecida.

MEU AMOR ESTÁ EM COMA,
O VENTO LEVA EMBORA SEU AROMA!

Não deixe que eu viva
com esse desapego
e com essa felicidade despercebida.

MEU AMOR PODE MORRER,
O QUE VOCÊ ME FAZ NINGUÉM PODE FAZER!

Não deixe que eu viva
com essa ilusão
e com essa vontade que me fadiga.

MEU AMOR NÃO AGUENTA TAMANHA CONTENDA!

Não deixe que eu viva
com essa ânsia
e com essa piedade intensiva.

MEU AMOR CONSOME IRONIAS EM SEU NOME!

Não deixe que eu viva
esperando o fim,
quando eu quero recomeçar.
Não deixe que a vida termine, enfim,
com o meu sentimento que é o de LHE AMAR.


…………………………………………………….

ONDE ESTÁ VOCÊ? 

                                                            À memória da vovó Vera

Onde está você?
Sinto saudade da sua alegria,
dos quitutes que só você fazia.
Mulher de fibra,
amante dos animais.
Tristeza jamais!
Onde está você?
Sinto saudade do seu sorriso,
da sua simplicidade em fazer amigos.
Mulher corajosa,
amante da música,
de personalidade única.
Onde está você?
Sinto saudade do amor que você me dava,
das histórias que me contava.
Mulher humilde,
amante das flores,
lutadora,
apesar dos dissabores.
Procuro lhe encontrar todos os dias,
depois que você partiu.
Não lhe encontro… eu sei…
não posso mais lhe ver, lhe abraçar…
Mas a sua luta pela vida e pela felicidade de todos
deixou, pra mim, o caminho
que devo seguir
e a perseverança que devo ter.
Onde está você?
Eu sei… está em tudo e em todos os lugares,
e dentro do meu coração.

(Com o amor e a saudade da neta Elaine Medeiros Borghi)

ELAINE MEDEIROS BORGHI
Campinas, é primavera de 2005

ELAINE BORGHI
Publicado no Recanto das Letras em 18/11/2005
Código do texto: T73089

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor (Elaine Borghi) e o link para o site www.recantodasletras.com.br/autores/elaineborghi). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

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9/4/07

GIORDANO BRUNO

Foto da Biblioteca "Giordano Bruno", en Córdoba

“E amanhã a chuva levará
O sangue que a luta deixou derramar
Na pele a dor do aço tão cruel
Jamais a nossa voz vai calar

Um ato assim pode acabar
Com uma vida e nada mais
Porque nem mesmo a violência
Destrói ideais

Tem gente que não sente
Que o mundo assim
Ficará frágil demais

Choro eu e você
E o mundo também, e o mundo também
Choro eu e você
Que fragilidade, que fragilidade…”

(Letras da bela canção “Frágil”, do cantor e compositor Sting)

Filósofo, astrônomo, matemático, estudioso da memória humana, enfim, um autêntico pensador, o monge italiano Giordano Bruno [1548-1600] destacou-se na história do pensamento ocidental como um mártir na defesa da liberdade de idéias contra os dogmatismos da Igreja Católica em fins da Baixa Idade Média – portanto, em época de horrores instaurados pela Inquisição.
Pregando idéias inconcebíveis para o poder eclesiástico daquela ocasião – idéias, aliás, precursoras do pensamento filosófico moderno -, Giordano Bruno, na qualidade de defensor da magia natural, da reencarnação e da astrologia, não demorou para cair nas malhas da Santa Inquisição. Assim, morreu queimado na cidade de Roma, em 1600.
Por conseguinte, dando seqüência aos disparos contra a intolerância e a opressão, o diretor do filme “Giordano Bruno”, Giuliano Montaldo, consegue extrapolar no personagem Giordano Bruno (personagem histórico interpretado, de forma intensa, pelo ator engajado Gian Maria Volonté) a mera história da condenação de um herege renascentista. Nesse sentido, o objetivo de Montaldo é, na verdade, discutir todas as formas de inquisições de qualquer tempo: nisto consiste a atualidade do filme, consoante palavras do crítico cinematográfico Rubem Ewald Filho.
De outra parte, memorável é, no referido filme, a passagem em que Giordano Bruno é acusado de comodismo por um amigo, por tão-somente defender os prazeres humanos. Giordano Bruno, contrariado, responde, então, nos seguintes termos: “_ A filosofia jamais é cômoda.”; verdade, aliás, que Bruno experimentaria na carne e que viria a lhe custar a própria vida.
Por fim, todo o sofrimento de Giordano Bruno é uma representação ou um retrato do martírio pelo livre pensar.
“Giordano Bruno” é uma produção cinematográfica franco-italiana, de 1974. A direção do filme é de Giuliano Montaldo. O elenco é composto pelos seguintes atores e atrizes: Gian Maria Volonté, Hans Christian Blech, Mathieu Carrière, Charlotte Rampling, dentre outros.


SÍLVIO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 28/12/2005
Código do texto: T91432

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8/4/07

SINA

ANSIEDADE

As estrelas são os olhos da noite.
As trevas são as sombras do mal.
Você é um desejo obscuro de um amor anormal.
A chuva molha o seu corpo.
A desconfiança rega o ciúme.
Você é a chama
que não acende o meu lume.
Uma sugestão sem nexo.
Uma transa sem sexo.
Um problema complexo.
Um sofrimento anexo.


SINA

Minha sina é ser só.
Só como o deserto.
Frio como o gelo.
Seco como o pó.
Minha sina é ser só.
Só como a lua.
Discreta como a rua.
Só…
Somente sua.
Minha sina é ser só.
Só…

ELAINE MEDEIROS BORGHI

Campinas, é outono de 2007. 

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7/4/07

A DANÇA

ENSAIO

de Edgar Degas

Sei que te toco com minhas palavras
mas, por favor:
não deixe que o logos sufoque o phatos,
não teça a teia da retórica.
tão semanticamente num puro impulso
apenas quero dizer-te :
Como um pássaro,
minhas palavras são apenas o começo
da minha dança:
com elas mostro minha plumagem,
… te encanto
para, por fim, (des)cobrir-te
… inteiramente.


ANA VALÉRIA SESSA

Ana Valéria Sessa
Publicado no Recanto das Letras em 12/01/2006
Código do texto: T97980

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MURILO MENDES

                                            Foto do poeta MURILO MENDES

“Em geral não gosto de fazer prognósticos, mas a julgar pelo rumo que vai tomando o mundo, creio que a poesia do futuro terá um caráter místico e também social, coletivo, comunitário. Deverá trazer aos homens uma palavra de esperança, de consolo, e deverá ser educativa no mais alto sentido do termo, celebrando os sofrimentos, as misérias e grandezas do Homem e a perenidade de Deus. (…) A finalidade da literatura não é política, em si; consiste em aumentar, aperfeiçoar e elevar o patrimônio da humanidade. (…) Ora, a poesia é uma coisa muito alta, profundamente ligada ao destino transcendente do homem, é uma chave do conhecimento do universo, como a religião e a ciência, e não pode, portanto, ser relegada à condição de um passatempo frívolo.”
(Murilo MENDES in “República das Letras” de Homero SENNA)

 

Leitura recomendada pelo

PROF. DR. SÍLVIO MEDEIROS.

Campinas, é outono de 2007.

criado por cas24038137    23:03 — Arquivado em: Arquivinhos de Re-citações

ALUMBRAMENTO 1

Pintura de Claude Monet

NÃO SABENDO O QUE FAZER

Eu tenho estado sozinha,
sempre me mantendo na linha,
esperando por você.
Você esteve fugindo,
pra mim mentindo,
tentando me esquecer.
Eu tenho pensado
na situação do nosso caso,
e como me enganei em amar você.
Você esteve ocupado,
desprezando-me,
não querendo me ver.
Eu tenho estado sozinha,
não sabendo o que fazer.

CHORANDO

Estou chorando pelas pessoas que nunca vi,
pelos problemas que não sofri,
pelos erros que não cometi.
Estou chorando pela fome que não passei,
pelas lágrimas que não chorei,
pelos cigarros que não fumei.
Estou chorando pelos gritos mudos dos imbecis,
pelas pessoas que morreram por tiros de fuzis.
Irei chorar até tudo acabar.
Irei chorar até o mundo melhorar.

ELAINE MEDEIROS BORGHI
Campinas, é primavera de 2005

 

 

ELAINE BORGHI
Publicado no Recanto das Letras em 17/11/2005
Código do texto: T72990

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A BATALHA

O Grito

Edvard Munch

Reconheço o passo
em cada largo
supremo.
Reconheço o extremo
da escalada
e a dificuldade de tudo.
Reconheço o luto,
o raiar e
a madrugada
de um relampejo
sereno de concórdia.
Reconheço o traço,
o traço da ignorância,
a ânsia pelo infinito.
Reconheço o grito,
o desespero dos sem vida,
sem peito, sem partida.
Reconheço a vida
como ela é,
com suas agruras,
suas desgraças, seus desesperos.
Reconheço o fracasso
e a história interminável
dos pesadelos.
Reconheço os apelos,
reconheço a discórdia,
o conflito inerme.
Reconheço: sou verme
como qualquer um de nós.
Reconheço o escudo
feito para me preparar rumo à batalha.

FERNANDO MEDEIROS
Campinas, é outono de 2007.

FERNANDO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 07/04/2007
Código do texto: T441242

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CASA FELIZ

                                                 

 

                                                                      Ao meu irmão Sílvio Medeiros.

Flores virais
que encontram
vitrais!
Flores antigas
de uma casa feliz.
Flores que
brotam do computador.
Máquinas e castiçais.
Com Sílvio Medeiros
não se brinca.
É um doutor, mesmo!
Adriana Calcanhoto
é uma grande poetisa,
tanto no brilho quanto na dor.
Elis Regina
repousa nos braços
do Criador.
Volto, novamente,
às flores vitrais.
Sílvio e suas musas:
Elis e Adriana… (Elisadriana)
são grandes artistas,
vitrais, florais,
poesias e dramas,
cenários que brotam
do computador.
Encerra-se, assim,
a poesia,
o dom supremo de
toda dor
e de
todo amor.

FERNANDO MEDEIROS
verão de 2006

FERNANDO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 16/01/2006
Código do texto: T99365

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3/4/07

A DAMA E OS DRAMAS

La dama y el mar

de Susana Perdomo

O DRAMA E A DAMA ASTRONOMIA

Astronomia desenvolta:
eu não quero mais a volta.
Uma vez que se teve coragem,
que se decorem estas salas interestelares,
porque aqui é o nosso lar.
Astronomias desembaraçadas:
saibam que os vizinhos serão, sempre, nossos desenvolvimentos.
Astronomias estendem os veículos acima do vazio.
Que espetáculo mais que grandioso se abriu!
Astronomia alçou as cordas, as redes
que seguraram nossa significação.

O DRAMA E A DAMA POESIA

A retórica claudicou nesta ótica.
Límpido o espaço, a palavra depurou-se
de sombras, porque se deprimiu de sombras;
não fuja, pois, poesia!
Não derrape em fraquezas de outrora.
A poesia já será esta viga
amiga daquilo que estiver na sombra,
expressando a limpeza com clareza
de quem sonha estar na luz.
Sonha inconscientemente…
A poesia já é esta viga,
na medida em que habita as sombras
e se deprime, superando seu próprio crime.
Na poesia não se estancam as visões -
encantam-se, isso sim!
Quem não intuiu o seu peso?
Poesia, o seu ente sairá ileso.
Não assassinaram a vida,
o seu ente não é artificial.
O artifício para a poesia
é, apenas, uma arma política,
nunca uma afirmação! muito menos uma confirmação;
finge-se artifício a poesia,
para explodir em essência como fogos de artifício.
Enfim, o seu ente não é superficial.
Sabe lá a tragédia deste ente
que, sabendo sua grandeza, vive nas sombras…
Mas a tragédia é um relógio,
e o espaço é lógico, e o relógio significa, também, novos tempos,
porque a tragédia é inconstante
quando os entes penetram no relógio
e avançam nos espaços… criando as sementes.
Vão-se as sombras e avançam os entes…

O drama continua e as damas movimentam-se.
O epílogo é, sempre, um ponto além,
uma continuidade. O drama é um segredo
e as damas, o desenlace.
E vão elas… face-a-face com o drama.
O título do poema é, apenas, mais um poema.
As damas procuram ser poetisas e dominar os dramas…


ORIGENS

Ao vovô Manuel.

Sou filho dos primeiros navegantes,
tenho cor do vinho em minhas veias.
Sou o trilho de um mar brilhante
que descobriu um Brasil repleto de teias.
Sou filho do caldo verde, do sofrimento
de um povo morto de saudade pela terra natal,
de antepassados calejados pelo lamento.
Um povo distante de Portugal…

Ao vovô Francisco.

Sou filho do sol e da caatinga,
de seres sofredores sobre um trem de migrantes,
de seres que a riqueza achincalha
e a fome os recebe radiante.
Sou filho de uma terra triste,
terra de doenças que veste
os corpos daquele povo que não existe.
E assim sou parente
do Nordeste…

À vovó Aksênia.

Sou filho de um povo frio,
de seres dignos que o gelo construiu.
Sou filho de um povo vermelho que a melancolia
retrata como espelho.
Sou filho do eslavo que evaporou,
e de arrasto chegou à América, sem astúcia.
Tenho na alma a cor do céu de Moscou.
Tenho nos versos a lívida melancolia da Rússia.

À vovó Carmela.

Sou filho de um povo que vive numa bota,
na beleza de uma Veneza tão encantada.
Vivo sobre Torres de Pizas, sonhando a vida
que está soterrada na Roma enluarada.
Sou filho de campos artísticos sem divisa,
dos cantos magníficos de Dante que espalham
ternura aos lábios doces de Monalisa.
Em resumo, sou parte da Itália…

Aos meus pais: Francisco e Vera.

Enfim, sou resto de quatro cantos,
de quatro povos feitos de aventuras e de fome.
Filho de quatro grandes combatentes estrangeiros.
Cossacos, romanos, navegantes e cangaceiros
que não deixaram a coragem de vitória,
mas deixaram ao seu pobre filho
o suor e o coração de um poeta brasileiro.

FERNANDO MEDEIROS
Campinas, primavera de 2005

FERNANDO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 15/12/2005
Código do texto: T86071

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2/4/07

ANA E OS LOBOS

                                                                     

     “Ana e os Lobos” (1972) é um marco na história do cinema latino na medida em que revelou, para os brasileiros, um dos mais importantes diretores do cinema espanhol dos últimos tempos; refiro-me ao cineasta Carlos Saura.
     A personagem Ana (Geraldine Chaplin, filha de Charles Chaplin e ex-mulher do diretor Carlos Saura) é a governanta que chega à mansão de uma velha e decadente família burguesa espanhola. Ali, ela se envolve com três irmãos: o místico Fernando, que se isola do universo social qual um eremita e, além disso, é predestinado a transes de levitação; José, um colecionador de relíquias do “exército que governa” a mansão com arrogância e prepotência; e Juan, escrevinhador de cartas obscenas, que tenta, a todo custo, seduzir Ana; aliás, cada um dos irmãos, de alguma maneira, pretende possuí-la. Juan deseja o corpo de Ana, Fernando quer cortar os cabelos da governanta, e José pretende dominá-la a exemplo de um soldado.
     É preciso ressaltar que o roteiro de “Ana e os Lobos” ficou, por mais de um ano, proibido pela polícia e pela censura da ditadura do general Francisco Franco, que varreu o território espanhol de 1939 a 1975. Uma das maneiras para se conferir o filme é observá-lo como um quadro alegórico da Espanha franquista. Nesse sentido, os personagens-protagonistas, em seu conjunto, representam, alegoricamente, por um lado, as três grandes forças que dominavam a Espanha de Franco: Fernando representa a Igreja Católica; José representa o exército; e Juan representa a sexualidade reprimida. De outra parte, Ana, a vítima inocente, o cordeirinho, representa o próprio povo espanhol sob o jugo da ditadura franquista.
     O cineasta Carlos Saura não esconde que detesta os “três lobos”, buscando, sem qualquer piedade, estereotipar cada um dos irmãos. José, por exemplo, foi criado como menina até a primeira comunhão; na idade adulta, adquiri o hábito de travestir-se.
     “Ana e os Lobos” é arte cinematográfica e uma lição de como dizer e contestar um estado de coisas indiretamente mediante o emprego da linguagem alegórica; exemplos desse recurso procedente do tropos lingüístico proliferam na poética musical de Chico Buarque de Holanda, cujo elenco de canções de renome (sobretudo entre o final dos anos 60 e durante os anos 70) obtive (pasmem, quanto a esta bela contradição!) grande sucesso durante a vigência das indecorosas censuras instauradas pela ditadura militar no Brasil.

     Por fim, como já afirmaram, “Ana e os Lobos” é um filme que impressiona, comove e sensibiliza. É preciso conferi-lo! Sobretudo, nós, brasileiros, que precisamos reavivar a memória daquilo que aconteceu, num passado recente, em nosso país: dos brasileiros que sofreram muitas coisas por nós, dos nossos irmãos que participaram do sofrimento das torturas, dos choques elétricos ou amarrados em “pau-de-arara”… de todos os inocentes que, por nós, morreram nas prisões de um Brasil-Estado Autoritário, de uma Nação Demente, de um Brasil-Casa-dos-Horrores do DOPS, de um Estado Assassino, de uma Nação-Latrina regida pela podridão do autoritarismo, de um “Brasil Nunca Mais!”!
     “Ana e os Lobos” é uma produção espanhola presenteada com a participação de atores e atrizes espanhóis, tais como, Fernando Fernan Gómez, José Vivo, José Maria Prada, Rafaela Aparício, além d’outros.

PROF. DR. SÍLVIO MEDEIROS
Doutor em Filosofia e História da Educação pela UNICAMP

Campinas, primavera de 2005


SÍLVIO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 21/11/2005
Código do texto: T74228

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor (Prof. Dr. Sílvio Medeiros) e o link para o site www.recantodasletras.com.br/autores/silviomedeiros). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

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