Arquivinhos

Blog voltado à disseminação da produção intelectual do PROF. DR. SÍLVIO MEDEIROS, sobretudo no que se refere às seguintes áreas do saber: Filosofia, Poética, História, Literatura e Crítica Literária. Inclue-se, também, a poética de FERNANDO MEDEIROS.

14/3/07

PLATA DE SHABAT

Apolo e as Musas, de Poussin

 

                                               À doce poetisa-leitora deste Blog,      

                                   CHARLEYNE MIRIELLE

 

Proêmio aos deuses da Escritura!
Eu vos saúdo,
Zeus e Mnemósine!
Eu vos saúdo,
Nove Noites, Nove Luas!
Eu vos saúdo,
Musas do Olimpo,
mesmo portando meu negro quipá!

Eu vos saúdo,
ó Clio!
Mãe de Jacinto
florido…
Poeta de Ascra,
Clepsidra,
me faz relembrar
Ascânio, filho de
Enéias… o troiano e as dores,
o pio pai de Roma!

Eu vos saúdo,
ó Euterpe!
Filho Zino lindo,
melodia e ritmo,
afina meu canto:
_ Que eu sempre cante!

Eu vos saúdo,
ó Tália!
em nuvens de risos,
mãe de Plauto e Aristófanes - sorrisos!

Eu vos saúdo,
ó Melpômene!
Aplaca a dor de Édipo,
revive a ninfa Efigênia,
aplaca a clamor de Orestes,
ó trilogias doridas!

Eu vos saúdo,
ó Terpsícore!
Alumia a Vida,
dona da cítara;
eu a condecoro
com uma tiara de Safo,
bela dançarina…

Eu vos saúdo,
ó Érato!
Eco!
Rapto o coro
amoroso lírico…

Eu vos saúdo,
ó Polímnia!
serena serenou calou minha ira,
aprimorou minha arte mímica, inventora da lira…

Eu vos saúdo,
ó Urânia!
Esposa de Apolo e de Anfímaro,
eis o globo e o
compasso da minha canção:
maroomaromar o mar o mar aroma o m a Roma o mar amor omar r

Eu vos saúdo,
ó Calíope!
Belo rosto,
eu decoro décor
versos hinos homéricos,
mãe de Iálemo e de Himeneu,
e de Orfeu!
cantor da Trácia
e de todos EUs…

Eu vos saúdo,
Filhas de Mnemósine e Zeus…
Eu vos saúdo,
Divinas Constelações!
Plata de Shabat,
Shabat!
Eis o meu negro quipá!
Eu vos saúdo,
Cantoras Divinas!
mesmo em quebras de gerações…

Prof. Dr. Sílvio Medeiros
Campinas, é Marte-verão de 2007.

criado por cas24038137    15:32 — Arquivado em: Poética de Sílvio Medeiros

13/3/07

SEM EIRA NEM BEIRA


Mulher e entardecer

Sem Eira nem Beira

As palavras, às vezes, me fogem, bem mais do que eu mesma quando viro gato e desapareço, mas enquanto você dorme, eu reviro as latas de lixo de madrugada, para encontrar na minha pobre expressão um cheiro de flor hiper super tropical para que, pela manhã, você possa acordar com ela na sua cabeceira. E´ só que, por vezes, não a encontro…é tanta fuligem, lixo, cola, graxa, óleo diesel, gasolina, pedaço de pau cortante entrando na minha narina. Sina de gato não é brincadeira - pontapé, macumba, pra tudo eu sirvo, até companheiro morto já farejei nas caçambas, e nada de alimento, o que dirá pra alma. Tem dias que só rola plástico e papelão, resina, caco de vidro, mas coração de gato não desiste da própria manha, garboso e vivo como tudo que sabe viver sem esmorecer, ainda que alguns queiram a minha pele pra tamborim, ou fumegando num churrasco, e os faróis dos carros ainda me turvam a visão, só pra aporrinhar minha amplidão, meu faro de caçadora notívaga de - versos - então, perdão, se às vezes a palavra me foge como um rato esperto, entrando no bueiro e no silêncio da noite, já meio triste; contemplo a lua na sarjeta com fome de poesia. O estômago ronca, pedindo um verso que faça valer essa vida bandida e eu, já cansada, lambo minhas patas doídas. Sem eira nem beira, só me resta dormir na soleira da tua porta. Por ali me aninho, junto ao jornal, porque sei que quando você acorda, tua mão macia me pega, ternamente me acaricia e me põe um pires de leite, fresquinho ! Depois, todas as farpas fincadas na minha pele, você as tira, uma a uma, cuidadosamente, e ainda passa metiolate e sopra. No teu carinho sou rara Angorá, siamesa na alma e vai ver, é só por isso que renasço pra mais uma vida, só pra você curar de novo minha ferida; então, pela porta entreaberta, escapo de novo. Tento achar um telhado quentinho pra me deitar, espreguiçar ao sol, mas você bem sabe, eu sempre volto. Até porque, os outros gatos são sempre pardos e com você eu tenho sempre sete vidas, todas elas bem vividas.


Ana Valéria Sessa

criado por cas24038137    17:49 — Arquivado em: Poética de Ana Valéria Sessa

LÍRICA

Pintura de Safo

LÍRICA 

                                            À minha amorosa leitora deste Blog, LANNA AQDA.

Tílias, lírios,
um buquê de flores.
Tumba, anjos,
um berço de amores.
Torres, dores,
um palácio e atores.

Vida, lira, amor e ferida,
vida longa, o tempo se alonga,
vida à toa, maré mais que boa.

Tempo, tempo, que será do vento?
Tempo atento, mas pareço à toa,
tempo lento aos meus desalentos…

Lírica sentida, lírica vivida,
Lírica, meu mundo desabou,
lírico…        cá estou…             ,
em cordato e carícias de amor.


Prof. Dr. Sílvio Medeiros
Campinas, é Marte-verão de 2007.

criado por cas24038137    17:25 — Arquivado em: Poética de Sílvio Medeiros

12/3/07

FRIEDRICH NIETZSCHE

Foto do filósofo Friedrich Nietzsche

“De tudo o que é escrito, gosto apenas do que se escreve com sangue. Escreve com sangue, e aprenderás que o sangue é pensamento.”

(Assim falava Zaratustra. Friedrich NIETZSCHE. Tradução de Paulo Neves)

criado por cas24038137    12:41 — Arquivado em: Arquivinhos de Re-citações

FESTA BBB

Amassa o bolo
da Festa!
A massa amassa,
soca;
uma pitada de salsa!
Amassa a bala
da Festa!
A valsa!
Outra pitada de sal!
Amassa o bolo e a bala, prepara a bebida
da Festa BBB!
Uma dose de Coca
e um cálice de cachaça… tchá, tchá, tchá!
A massa Te Vê;
soca socando os ovos,
puxa, enrola, desenrola,
amassa,
e um cálice de vinho…
Agenda a gente: tic tac tic tac tic tac…

Um copo de esperma,
outro de óvulos,
misture uma poção de sangue…
A massa e o Agente,
a gente agita as massas,
os Agentes e as massas:
arena, seringa, grana, agulha, a arma, a droga, os choques! o tiro… certeiro, e
o sangue escorrendo:
“_É proibido fumar!” – o Agente.
Deve-se tagarelar, Tagarela!
Tá, galera!
Tagarela tagalerando, melando a massa e
a certeira bala abala as massas;
o sangue mela a massa e
escorre pelo ralo…
Trabalhar, trabalhar, trabalhar… a gente quer ser atoratriz, com certeza!
Alegria e expressão
gravando malhação:
um trocinho de tele-atrozinho;
estudos! a bolsa rompeu!
O esforço…: “_ Esforçadinho, hein!”
Com certeza!
Começo bom, a gente se esforça, com certeza!
Foras-das-leis a massa siliconada:
velhinhos e velhinhas pops!
Poupa poupança a pança…
Amassa a pasta, cine Brazil!
A faca cravada na massa,
a massa transpassa a gente.
“_ Cale-se!” – o Agente.
O olho,
a farsa,
a salada russa assusta…
“_Cale-se!” – de novo, o Agente.
A gente agindo e o sangue escorrendo,
e correndo do Agente…
A gente e
o globo é golll, de raça, das massas!
É PANtudo! Pançudo! Raçudo!
Começo bom, a gente se esforça, com certeza!
bem esforçadinho.
A gente e
o ente incerto da gente
na gente;
a grana,
e o mitinho omitindo a gana…

PROF. DR. SÍLVIO MEDEIROS
Campinas, é Marte-Verão de 2007.

criado por cas24038137    11:44 — Arquivado em: Poética de Sílvio Medeiros

ASAS DO DESEJO

Cena do filme ASAS DO DESEJO

O filme “Asas do Desejo” — rodado em 1987 —, do cineasta alemão Wim Wenders, conta uma história de anjos, de Anjos da Guarda. Com roteiro de Wim Wenders e Peter Handke (poeta alemão contemporâneo), a trama do filme foi inspirada nos poemas de Rainer Marie Rilke (“Elegias a Duíno”).
O enredo do filme apresenta uma dupla de anjos — anjo Damiel (Bruno Ganz) e anjo Cassiel (Otto Sander) — sobrevoando o céu da cidade de Berlim; observando o dia-a-dia dos seres humanos e “ouvindo”, com curiosidade e admiração, os pensamentos e as angústias de berlinenses mergulhados na cotidianidade. Vistos somente por crianças e ex-anjos, com efeito, Damiel e Cassiel, ambos melancólicos, contemplam uma Berlim — metrópole européia que insiste em experimentar o impossível vôo da modernidade — mergulhada num campo de ruínas: ora uma Berlim nazista, ora pós-guerra, ora pós-muro. São anjos que se entristecem com a desordem afetiva e material dos habitantes que ocupam o centro das catástrofes do século XX. Todavia, apesar de tudo, os anjos desejam viver as experiências dos humanos. A escolha de Berlim como cenário de “Asas do Desejo” deve-se ao fato de que, consoante Wenders: “… nenhuma outra cidade é tão forte como símbolo, quanto lugar de sobrevivência. Berlim é tão dividida como nossa época, como são homens e mulheres, jovens e velhos, ricos e pobres”.
Parte do filme é rodado em preto-e-branco (o que vêem os anjos); ele só ganha cor quando o amor entra em cena, isto é, quando o anjo Damiel torna-se humano por amor a uma mulher, isto é, por uma trapezista de circo, de beleza angelical, chamada Marion (Solveig Dommartin). É deste modo que o anjo apaixonado decide tomar parte da vida humana. No final do filme, Damiel, na condição de humano, murmura as seguintes palavras: “ _ Eu sei, agora, o que nenhum anjo sabe”. Bela metáfora, aliás, para expressar a busca da imortalidade no desejo. Por outro lado, a trapezista Marion conquista a condição angelical ao perceber a efemeridade das coisas mundanas.
A enigmática, perturbadora e poética trilha sonora do filme conta com a participação do roqueiro Nick Cave!!
Em 1987, “Asas do Desejo” foi premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes. Recentemente, o cenário de Berlim deslocou-se para Los Angeles. Refiro-me ao filme “Cidade dos Anjos” (City of Angels), versão comercial americana de “Asas do Desejo”. No Brasil, “Asas do Desejo” jamais foi exibido no circuito comercial de cinemas.

Cena do filme ASAS DO DESEJO

 

PROF. DR. SÍLVIO MEDEIROS
Campinas, é primavera de 2005

criado por cas24038137    10:37 — Arquivado em: Resenha (Cinema)

10/3/07

ARTHUR RIMBAUD

Foto do poeta Arthur RIMBAUD*

 

Trecho de “Uma estação no inferno”. Arthur RIMBAUD

Ó estações, ó castelos!
Que alma é sem defeito?
Ó estações, ó castelos!
Eu fiz o mágico estudo
Da felicidade que ninguém elude.
Saudemo-la, toda vez
Que cante o galo gaulês.
Ah!não terei mais vontade,
Ela se encarregou de minha vida.
Esse feitiço tomou alma e corpo
E dispersou os esforços.
Ó estações, ó castelos!
A hora de sua fuga, infelizmente,
Será a hora do trespasse.
Ó estações, ó castelos!

Trecho de “Bandeiras de Maio”. Arthur RIMBAUD

Aceito que as estações me consumam.
A ti, Natureza, me entrego,
E toda a minha fome e minha sede,
Se te apraz, nutre, sacia.
Nada de nada me ilude;
Rir dos pais é rir do sol,
Mas eu não quero rir de nada;
E livre seja este infortúnio.

 

Em cartas:
(Paris-merda), junho de 1872. [E merda às estações]/ Arthur RIMBAUD.

*Tradução de Paulo Neves

NOTAS

Aos leitores apaixonados por Rimbaud, "… por delicadeza", confiram a bela Crônica da NINFA paulistana Ana Valéria Sessa: um excesso de bom gosto!

O endereço é: http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/115348

Prezados leitores,

no endereço acima, vocês encontrarão RIMBAUD junto à Jim Morrison; Chico Buarque; John Lennon; Capinan e Chacal! Enfim, tudo tramado com extrema delicadeza… em meio à brutalidade, à estupidez, eis uma jovem NINFA a proteger os guerreiros de um Brasil mergulhado em tempos sombrios! Afinal, o quê esperar de um texto tecido por uma eterna NINFA! Vale conferir!! Boa leitura! (Femininas: ‘mirem-se no exemplo de uma NINFA da década de 70!’)

Prof. Dr. Sílvio Medeiros

Campinas, é Marte de 2007.

 

criado por cas24038137    22:50 — Arquivado em: Arquivinhos de Re-citações

REA SILVIA

REA SILVIA, de Jacobo Della Quercia

Donna
Rea Silvia! Consagrada aos deuses,
mãe de Rômulo e Remo,
filha do pio Enéias,
sol de Ília ilumina o
Lácio!
Samotrácia… herói ruma e transporta os
deuses da Nova Ílion!

Dulce
Réia Sílvia! princesa Vestal,
morta e lançada ao Tibre,
filha de Géia e de Urano, sacerdotisa,
sol consagrado quanto dista nascente do poente,
Lácio Alba Longa salva
Samotrácias, pátrias, Géia do sol infernal.
Digna Deusa Vestal,
Rea Silvia maternal.

PROF. DR. SÍLVIO MEDEIROS
Campinas, é tórrido Marte de 2007.

criado por cas24038137    17:52 — Arquivado em: Poética de Sílvio Medeiros

9/3/07

IVAN III

Tbilisi, na Georgia/ RÚSSIA

À memória do
meu titio
João de Almeida Marques [1936-1996]

“São Paulo, 26 de junho de 1982.

Estimado sobrinho e amigo João, acuso o recebimento de sua carta de 6 do corrente mês e fiquei muito contente em saber que vocês estão fortes. Acuso também o recebimento do convite para assistir o casamento do grande Ivan. Isto é, do Ivan II, porque agora apareceu o Ivan III, com quem já conversei com ele pelo telefone em Goiânia, e tive uma surpresa. Descobri, por intermédio dele, que tenho mais uma sobrinha legítima, filha do Anatole, que se chama Edilma. Quanto à nossa presença no casamento do grande Ivan, ou somente a minha, se o Emiliano não puder ir, será infalível. Com respeito a não havença de festividade, não importa, nô-la faremos à nossa expensa. Para isso há o Lagoa lá pertinho. Eu quero lhe comunicar que após receber sua carta eu já estive duas vezes em Campinas. Não pude chegar até aí porque tenho de voltar cedo para São Paulo, e, creio mesmo, que irei ainda mais uma vez, mas, se for, eu chegarei até lá. Sem mais, desejo muita saúde a vocês e termino esta com abraços a todos.

ADOLPHO SCHAWIRIN
[endereço]
SÃO PAULO – CAPITAL – SP
CEP [...].”
…………………………………………………..
NOTINHAS

1) IVAN I:

trata-se de Ivan Emilianovitch, ou melhor IVAN EMILIANOVITCH SCHAWIRIN, estudante (do tradicional “Colégio Estadual Culto à Ciência”, em Campinas (entre 1917 e 1920), e professor (do “Colégio Orozimbo Maia”, em Campinas, na década de 40), poeta e tradutor (cf. tradução direta do russo do romance “Pais e Filhos”, de Ivan Turgueniev - em Editora Ediouro (1988) ou “Clube do Livro”; além d’outros romances) e partícipe da “Semana da Arte Moderna”, de 1922, em São Paulo. Devido à precária situação financeira em que se encontrava no referido período, Ivan foi forçado a “negociar” - junto a um (até o presente reconhecido exclusivamente por um poema) intelectual daquela época - um dos poemas de sua própria autoria, cuja fama, hoje, atravessa as fronteiras nacionais.
A quem interessar possa, em se tratando de desenvolvimento de pesquisas na área da literatura, deixo aqui registrada uma dica no que se refere a redimir um homem esquecido pelos estudos literários brasileiros.

2) Minha família, do lado materno, constitui-se de imigrantes provindos da cidade de Tbilisi, na Georgia/RÚSSIA, em 1914.

3) Pai, mãe, irmãos e irmãs de ADHOLFO SCHAWIRIN*, respectivamente (todos mortos):

MEUS BISAVÓS (de Sílvio Medeiros)
a) Emiliano Schawirin;
b) Marina Schawirin.

MINHA VOVÓ E TIOS-AVÓS (de Sílvio Medeiros)
[c) Adolpho Schawirin (falecido em 1984)]*
d) Aksênia Schawirin (minha vovó materna/ 1909-1941);
e) Scholastica Schawirin;
f) Olympyada Schawirin;
g) Ivan (Emilianovitch) Schawirin;
h) Anatole Schawirin;
i) Maria Schawirin (caçula e única filha nascida no Brasil, na data de 09/10/1917 – falecimento:1978).

4)João = do russo, Iwan - (Pronúncia russa: Ivân)
____________________________________________________
PROF. DR. SÍLVIO MEDEIROS
Campinas, é primavera de 2006.

criado por cas24038137    22:15 — Arquivado em: Álbum de Família

XADREZ E PEÇAS

Ready-made "Xadrez", de Duchamp

XADREZ E PEÇAS 

Xadrez, é a sua vez!
Jogo em questão,
medo e soluço.
O arcabouço dos acorrentados,
a febre da libertação.
Xadrez, é a sua vez…
entregar-se, renunciar-se
à constância do nada
e esperar-se na infinitude.
Xadrez e a emboscada;
o jogo bruto
com gosto de noz-moscada.
Sincero ou não,
é a sua vez!
As peças em movimento,
o jogo é ilusão,
cantiga quase parada
é o veneno da emboscada.
Xadrez, é a última vez!
A dúvida a ressaltar
pedras preciosas
que se esvaem para o alto.
Mas é Xadrez,
é a constância da vez.
Um único caminho a seguir
é o da re-questão de sempre,
por causa da crucificação.
Xadrez, continua a vez…
no viés a sublimação:
o morrer e a libertação.

FERNANDO MEDEIROS
Campinas, é março-verão de 2007.

criado por cas24038137    19:28 — Arquivado em: Poética de Fernando Medeiros
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