15/3/07
FANNY E ALEXANDER; Parte II
Cena do filme
FANNY E ALEXANDRE
“Alexander: Quem está atrás da porta?
Voz: É Deus que está aqui, atrás da porta.
Alexander: E não pode avançar um pouco mais?
Voz: Nenhum ser vivo deve ver o rosto de Deus.
Alexander: E o que é que você quer de mim?
Voz: Quero apenas comprovar que eu existo.
Alexander: Fico-lhe muito agradecido. Obrigadinho.
Voz: Pra mim, você não passa de um grão de poeira sem importância nenhuma. Sabia disso?
Alexander: Não.
Voz: Aliás, você é muito mau para sua irmã e seus pais, descarado diante dos professores e está sempre com pensamento ruins. Na realidade, não entendo por que é que eu deixo que você continue a viver, Alexander!
Alexander: Não?
Voz: O Sagrado! Alexander! (…) Deus é o mundo e o mundo é Deus. É muito simples.
Alexander: Eu peço muitas desculpas, mas se de fato é como você diz, então, eu também sou Deus!
Voz: Você não é Deus, de jeito nenhum. Você é apenas um pedacinho de merda, cheio de impertinência.
Alexander: Posso afirmar que sou menos impertinente que Deus…”
(Ingmar BERGMAN. Fanny e Alexander. RJ: Editorial Nórdica, 1985)
Ingmar Bergman dirigiu, também, “O Sétimo Selo” (1956), “Morangos Silvestres” (1957), “Gritos e Sussurros” (1973), “Cenas de um Casamento” (1974), “Face a Face” (1976) dentre outras obras-primas.

PROF. DR. SÍLVIO MEDEIROS
Campinas, é primavera de 2005
criado por cas24038137
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